Histeroscopia | Dra. Julia Karkoska
Endoscopia ginecológica

Histeroscopia

Avaliação e tratamento da cavidade uterina, sem incisões abdominais

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O que é

Ver o interior do útero para avaliar e tratar

A histeroscopia permite visualizar diretamente o interior do útero, possibilitando uma avaliação detalhada da cavidade uterina e do endométrio.

Por meio dela, é possível investigar alterações como pólipos, miomas, aderências e outras alterações intracavitárias, realizar biópsias direcionadas e, quando indicado, tratar essas condições pela mesma via, sem incisões abdominais.

Dependendo do objetivo e do procedimento necessário, a histeroscopia pode ser realizada de forma ambulatorial ou em ambiente hospitalar.

Indicações

Quando a histeroscopia pode ser indicada?

A indicação é individualizada e pode surgir a partir de sintomas, de alterações encontradas em exames de imagem ou durante a investigação de algumas condições ginecológicas. Entre as situações mais frequentes estão:

Sangramento uterino anormal ou após a menopausa
Suspeita de pólipos ou miomas submucosos
Alterações ou espessamento do endométrio
Infertilidade e avaliação da cavidade uterina no planejamento reprodutivo
Suspeita de sinéquias ou septos uterinos
Necessidade de biópsia direcionada do endométrio
Localização ou retirada de DIU em situações específicas
Modalidades

Ambulatorial ou cirúrgica

Histeroscopia ambulatorial

Permite avaliar diretamente a cavidade uterina utilizando instrumentos de pequeno calibre.

Além da avaliação, alguns procedimentos podem ser realizados durante a própria histeroscopia, como biópsias direcionadas e tratamento de pequenas alterações, dependendo de suas características e da tolerância de cada paciente.

A possibilidade de realizar o procedimento em consultório é sempre avaliada individualmente.

Histeroscopia cirúrgica

Quando a alteração exige um procedimento de maior porte, a histeroscopia pode ser realizada em ambiente hospitalar, com anestesia e instrumental cirúrgico específico.

Por essa via, é possível realizar retirada de pólipos, tratamento de miomas submucosos, lise de sinéquias, correção de septos uterinos e retirada de dispositivos ou outros materiais presentes na cavidade.

Tudo é realizado pelo colo uterino, sem a necessidade de incisões no abdome.

O procedimento

Como é realizada?

Um histeroscópio — instrumento fino com sistema óptico — é introduzido delicadamente através do colo do útero, permitindo visualizar a cavidade uterina em tempo real.

A forma como o procedimento será realizado depende principalmente do seu objetivo. Uma avaliação diagnóstica ou um procedimento de menor complexidade pode ter uma dinâmica bastante diferente de uma cirurgia histeroscópica hospitalar.

Indicação, necessidade de anestesia e local de realização são definidos previamente para cada paciente.

Na prática

O que vemos pela histeroscopia?

Uma das principais características da histeroscopia é justamente a possibilidade de observar diretamente o interior do útero.

Imagem de histeroscopia mostrando a cavidade uterina

Cavidade uterina normal

Imagem de histeroscopia mostrando um pólipo endometrial

Pólipo endometrial

Imagem de histeroscopia mostrando um mioma submucoso

Mioma submucoso

Imagem de histeroscopia mostrando aderências intrauterinas (sinéquias)

Sinéquia ou septo

As imagens acima são exemplos de achados histeroscópicos e não substituem a avaliação individual de cada caso.

Imagens: Wikimedia Commons — cavidade uterina: Desiderius (CC BY-SA 3.0); pólipo: Dr. Andreas Ott (CC BY-SA 2.0 DE); mioma: Hic et nunc (domínio público); sinéquias: Floranerolia (CC BY-SA 4.0).

Formação

Experiência em Endoscopia Ginecológica

A histeroscopia é uma das minhas principais áreas de atuação dentro da Ginecologia.

Atuo com histeroscopia ambulatorial e hospitalar, desde a investigação da cavidade uterina até o tratamento cirúrgico de alterações intracavitárias.

Especialização em Endoscopia GinecológicaHospital da Mulher — antigo Hospital Pérola Byington
Título de especialista em Endoscopia GinecológicaFEBRASGO
Próximo passo

Avaliar para decidir o próximo passo

Nem toda alteração encontrada em um ultrassom precisa de cirurgia — e nem toda alteração da cavidade uterina será melhor investigada da mesma forma.

A escolha entre acompanhamento, exames de imagem, histeroscopia ambulatorial ou tratamento cirúrgico é feita considerando os sintomas, os achados prévios e o contexto de cada paciente.

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