Cirurgias ginecológicas
Sem constrangimentos, sem padrões e com indicação individualizada.
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Alterações na vulva e no períneo podem causar desconforto, dor, dificuldade durante as relações sexuais, incômodo com roupas ou atividade física e, em alguns casos, afetar a forma como a mulher se sente com o próprio corpo.
Ainda assim, muitas pacientes demoram para procurar ajuda por vergonha ou por não saberem se aquilo que sentem é “normal”.
Labioplastia (ninfoplastia)
A labioplastia, também conhecida como ninfoplastia, é a cirurgia realizada para redução ou remodelamento dos pequenos lábios.
Pode ser considerada quando o tamanho ou a assimetria dos lábios provoca desconforto durante atividades físicas, uso de determinadas roupas, relações sexuais ou outras situações do dia a dia. Questões estéticas também podem fazer parte da decisão, desde que sejam discutidas de forma consciente e respeitando a grande diversidade da anatomia vulvar.
Cistos e alterações da glândula de Bartholin
A glândula de Bartholin fica localizada próxima à entrada da vagina e pode apresentar obstruções, formando cistos ou abscessos.
O tratamento depende de cada situação. Em quadros recorrentes, podem ser indicados procedimentos como marsupialização ou, em casos selecionados, a retirada cirúrgica da glândula, chamada bartholinectomia.
Perineoplastia
O períneo pode sofrer modificações principalmente após partos vaginais, lacerações ou procedimentos realizados anteriormente.
Quando essas alterações provocam desconforto, alterações cicatriciais ou modificações anatômicas importantes, a perineoplastia pode ser uma opção para reconstruir e adequar a anatomia da região.
Cistos e outras lesões vulvares
Cistos, nódulos e outras lesões podem surgir na vulva ao longo da vida. Algumas precisam apenas de acompanhamento; outras podem necessitar de retirada cirúrgica, seja pelos sintomas, pelo crescimento da lesão ou pela necessidade de esclarecer o diagnóstico por meio da análise anatomopatológica.
Sem padrões e sem tabus
Não existe uma única aparência considerada normal para a vulva.
Por isso, antes de indicar qualquer procedimento, é importante entender o que está causando incômodo, avaliar a anatomia e conversar sobre as possibilidades de tratamento — inclusive quando a melhor conduta é não operar.
A cirurgia, quando indicada, deve ter um objetivo claro e ser planejada de forma individualizada.
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